Sobre o Nescafé

Fev2014

A NESTLÉ foi pioneira no desenvolvimento das pesquisas que levaram à criação do café solúvel no mundo. E, curiosamente, o Brasil está ligado ao produto desde sua origem. No final dos anos 1920, o presidente da NESTLÉ na Suíça, Louis Dapples, foi procurado por uma delegação brasileira que incluía um representante do Departamento Nacional do Café, que o consultou sobre a possibilidade de industrializar o café, de modo que fossem mantidos seu aroma e sabor e o produto tivesse um longo período de vida.

Naquela época, os cafés concentrados industrializados existentes eram líquidos e de baixa qualidade. A razão da consulta era que o Brasil vinha enfrentando, ao longo de toda a década de 1920, uma superprodução de café, o que acarretava quedas de preço constantes e acentuadas no mercado internacional.

Com a crise mundial de 1929, essa situação agravou-se ainda mais. Para contornar a crise e sustentar os preços, o governo brasileiro vinha procedendo à queima de estoques: entre 1928 e 1938 foram incineradas cerca de 70 milhões de sacas de café. O solúvel seria a solução possível para o problema, uma vez que os estoques, ao invés de serem destruídos, poderiam ser industrializados.

Além disso, havia a possibilidade de ampliar o mercado consumidor, devido à maior praticidade no preparo e às mudanças no prazo de validade do produto.

Desde o lançamento de NESCAFÉ, a NESTLÉ sempre foi líder no mercado brasileiro de café solúvel. No âmbito mundial, ela é a marca mais valiosa da NESTLÉ e, no Brasil, é a 2ª principal marca de cafés (considerando o mercado total de cafés: solúvel, torrado e moído).

A produção de NESCAFÉ no Brasil iniciou-se em 1953, na fábrica de Araras, no interior paulista. Em 1973, as instalações da fábrica passaram por um processo de modernização, para assimilar as mudanças técnicas necessárias à fabricação do NESCAFÉ em sua nova forma (granulado instantâneo), pois até então o produto era fabricado em pó e condicionado em lata de folha-de-flandres. No mesmo ano, para o lançamento do granulado instantâneo, houve uma reformulação completa da embalagem, com a substituição da lata pelo vidro com tampa metálica. Ocorreu também uma reformulação no rótulo, com a introdução da tradicional xícara vermelha, tão associada à imagem do NESCAFÉ pela propaganda até hoje.

Em 2004, foi inaugurada em Araras a nova fábrica de NESCAFÉ, com equipamentos de última geração, que abastece tanto ao mercado brasileiro, quanto ao mercado externo. Atualmente, ela é a maior fábrica de café solúvel, torrado e moído do mundo.

A matéria-prima utilizada na fabricação de NESCAFÉ é proveniente de fazendas que tradicionalmente cultivam os melhores grãos de café brasileiro, sobretudo na região paulista da Alta Mogiana e no sul de Minas Gerais.

Depois de colhidos e secados, os grãos seguem para usinas de beneficiamento cuja etapa consiste na retirada das camadas que ainda recobrem os grãos (chamadas pergaminho e película argêntea), seguida da separação por formato e tamanho e da eliminação das últimas impurezas e dos grãos imperfeitos. Uma vez separado e limpo, o café designado então como café verde é ensacado, marcado e transportado para os armazéns.

Ao chegar à fábrica, o café verde de diferentes tipos é examinado por técnicos, que fazem a seleção da matéria-prima e a liberam quando se asseguram que o café verde está de acordo com aos padrões de qualidade exigidos pela empresa. Os diversos tipos de café verde são, em seguida, combinados em proporções adequadas para o preparo dos blends, ou seja, das misturas que caracterizarão cada uma das versões de produto de NESCAFÉ.

Em equipamentos de alta precisão, os blends sofrem graus específicos de torrefação, conforme o tipo de NESCAFÉ a que se destinam. Depois de torrados, os grãos de café são submetidos a um resfriamento, evitando-se que o calor acumulado durante o processo prossiga sua ação desidratante. Resfriado, o café passa pela fase de moagem, na qual é transformado num pó homogêneo.

A etapa seguinte é a de preparo do extrato líquido, que corresponde ao preparo doméstico do café. Para isso, o pó é colocado em enormes cafeteiras, nas quais, sob alta pressão, circula a água. Com isso, extrai-se do pó as substâncias que se dissolvem em água e que dão o aroma e o sabor característicos da bebida. Em seguida, é feita a desidratação: por um processo térmico especial, a água é retirada do extrato líquido, tendo-se como resultado um pó que conserva o sabor e o aroma do café. As partículas desse pó são depois reagrupadas em grânulos maiores, que permitirão que o café se dissolva mais facilmente em contato com a água, no momento de uso pelo consumidor.

A última etapa é a do acondicionamento: o café solúvel, na forma final de grânulos, é acondicionado automaticamente em frascos de vidro esterilizados. Graças à vedação hermética da embalagem, o produto fica protegido do contato com o ar, conservando todas as suas propriedades e garantindo assim que o produto chegue ao consumidor com suas características totalmente preservadas. Antes da expedição, cada lote fica armazenado por cerca de uma semana, tempo em que se realiza o último controle, com exames laboratoriais de amostras.


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